quarta-feira, julho 28, 2004

EXCERTOS DO SUBMUNDO
Parte II - O Caminho dos Becos

- Sétimo Tomo -

Os gregos antigos possuíam uma forma muito peculiar de resolver seus dilemas: consultar o oráculo, com suas respostas enigmáticas.
Em tempos tão confusos como esses de 2015, mais uma vez as pessoas encontraram seu oráculo. Suas respostas... são pra poucos!


Dossiê: B'oh-lah-shjáá - o guru do submundo


Pouco se sabe de sua infância, dos anos quando ainda atendia pelo nome de "Guilherme". Diz-se que, então, era um garoto jovial e rechonchudo. Mas ninguém sabe ao certo quando, ou como, ele recebeu a iluminação - ele recebeu o poder: o B'oh-lah-shjáá's Power.
De início, poucos o compreendiam... nenhum, na verdade. "Epilético" alguns diziam. "É bobo mesmo" protestavam outros. Mas logo, multidões saudavam seu novo guia: B'oh-lah-shjáá.
Seu antigo nome foi completamente esquecido. Foi aclamado como novo Buda, novo Messias etc. etc... Passou a vagar pelo mundo, manifestando seu dom nas horas mais inimagináveis, acumulando discípulos que o tratavam apenas como "O Fodíssimo".
Porém, a verdade é que ainda não surgiu ser algum capaz de compreendê-lo plenamente. Nas palavras do Fodíssimo: Sen-sa-cio-nal.

segunda-feira, julho 19, 2004

EXCERTOS DO SUBMUNDO
Parte II - O Caminho dos Becos

- Sexto Tomo -

Dossiê: Mama Paty - a madrinha dos pobres

Há muito tempo atrás, quando o mundo até que era bom, vivia numa meiga vila uma garotinha alegre (às vezes até demais) e tagarela (demais mesmo!). Seu nome, como não podia deixar de ser, era Patrícia.
Patricinha sempre foi muito religiosa, carinhosa, responsável e, principalmente... ambiciosa! Sua ânsia por poder parecia sem freios... aos 10 anos já mandava nos coleguinhas nos trabalhos de classe. Aos 14 controlava o grupo de jovens da igreja do bairro. Aos 18, indiretamente, controlava o bairro todo. Como um coronel do sertão, foi tornando-se respeitada e temida, ainda mais quando se aproximava o horário fatal... as 10 horas.
De início tomando as dores dos pobres, Patrícia parecia destinada a viver entre as comadres, trocando receitas de quitutes e assistindo ao Silvio Santos, mas num mundo repleto de ganância, trapaças e malevolência, ela soube tirar proveito da situação: desbancou os traficantes, tomou o lugar do padre da paróquia, ganhou a confiança das velhinhas e aliados de LBV a PCC. Sua sonora risada demonstra que aqueles que não fazem sua vontade, não têm uma segunda chance. Patrícia sabe que em seu mundo de Funk e Pagode e homens descartáveis, só ela tem o poder.
Ela sabe que o submundo treme perante Mama Paty - a madrinha dos pobres!